
Quando o mundo te sorriu, tudo era perfeito
Tudo era alcançavel, mil caminhos a percorrer
Mil escolhas a fazer
Agora tudo reduziu, abalou, desistiu
Foram tempos de promessas que se disfezeram
No correr incessante dos dias
Nas turbulencias e fricções emotivas
O arco-iris perdeu as suas cores
Perdeu o brilho na desilusão dos amores
E o encanto afogou-se num mar revolto de tremores
E o medo é rei no país da ignorâcia
Que nos tortura o corpo de uma mente que dança
Ao sabor da alma que não descansa
Sobram memórias etéreis em imagens involventes
Que nos recordam o paraiso de que somos descendentes
Sobram loucuras tremidas em espaços intemporais
Sobram certezas escondidas de podemos ser mais.
Ei de sempre procurar o telhado da inocência
Onde as estrelas brilham em criativa cadência
Ei de sempre navegar para a ilha da harmonia
Onde a noite e o dia anunciam a alegria.
Não morrerei nunca, pois contemplo a liberdade
Que me aquece a paixão no caminho da verdade
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