
Poesia conturbada, bela desorientada
Porque escreves o que sentes?
Queres te libertar de ti mesma?
Queres ir alêm ?
O aqui não convêm ?
Pois sim eu sei, o teu mundo é um labirinto
Percebes o que digo e sabes que não minto
Como te soltar deste triste paradigma?
Onde o passado traça o presente
E um futuro esconde a sina
Apaga as imagens, as conclusões
Apaga as ideias, as tentações
Apaga o trautear interior
E nasce das cinzas em fervor
Porque foges do agora?
Porque adias a tua história ?
O mundo que procuras, não tem caminho, está aqui !
As concepcções, as analises, o tempo
Tudo isso te impede de ver
É nesse rio que perdes, a oportunidade de crescer
Olha sem pensar
Sente o vento que corre, que te abraça o corpo
Que desliza na tua pele, que te acalma a alma
O arrepio na espinha que te tranforma em prazer
Uma união suprema em pleno estado de ser
Isso sim ... é viver!