terça-feira, 22 de maio de 2007

Memória

Escrevo o passado
rasgado
Tudo joga na memória
É esta a tua história

Sem limites para brilhar
Tudo pára de falar
Encontro ruas, desfiladeiros
Corpos perversos, montes inteiros
Acudo a ti sem pensar
Agora não irei parar
Revolta concreta que te espeta
E te morde
Como cão sem emoção
No passeio frio
Da estrada nua
Foste tu e a lua
Sem contar jamais irei
Ao encontro do escuro
Tudo é passo
Tudo é muro
Falamos de ti a toda a hora
É esta a tua história

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Maresias


No perfume do incenso
Tudo pára tudo é imenso
Descansa alegria
A derrota adormeceu
Foram lágrimas sem sabor
Estradas sem amor
Maresias da saudade
Que demoram aparecer
Jamais te encontrarei
Neste mundo perdido
Onde o mar nos encontra
Ao sabor das emoções
Que revelam
Tentações
Que se escondem
Atrás da bruma
nos assaltam o presente
Que distorcem a moral
Que devoram o mal
Cintila no universo
Escuro, perverso
Que ilumina o disperso
E encanta a evolução
Tudo digo
Na minha mão.

domingo, 20 de maio de 2007

Sem canto para dormir


Foi ontem, esmoreceu
Sentiu o vazio que doeu
Foi assim sem fim
para ninguém
Para mim
Custou acordar
Ainda estou a viajar
E agora?
Vamos embora
Nesta triste poesia
Que não encanta
Nem espanta
Que não acode e não é manta
Que se abre e obdece
Ás loucuras da insanidade
Que me obriga a voltar
No tempo ao tempo
Onde tudo se pergunta
faz-se tarde neste dia
Foi hora
E agora?