segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Como te sentes?


Procuro respostas no dia,
Já não sei mais onde procurar
Sigo pegadas perdidas
Não voltei a me encontrar

O Passado é a minha rua
Nele me fantasio
Nada é o que é
Tudo perece, esquece.

Diabo em mim
Passo horas sem fim
Volto e olho á minha volta
Nada vejo, Só revolta

Ninguem se solta
Vive tudo no seu mundo
E que mundo é este?
É o mundo que escolheste

Passei anos a pensar
Conclusões poucas
Agora deu para sentir
E não paro de me rir

Mas aprendi a chorar
O choro do humilde
Que te toca e desmoraliza
Como o beijo de uma brisa

As palavras o que são?
O véu da emoção
Nada mais há a dizer
Só nos resta viver

Mas a viver não te iludas
Na manta que que constrois
É nela que te perdes, que viajas
E te destrois

Há em ti um lugar
Onde tu é simples e brilhante
Onde tu encontras o teu ser
Onde és puro ser amante

Há em ti sensações
Que nunca descobriste
terras de ninguem
coisas do alêm